


A Band Minas confirmou, na noite desta quinta-feira (16), a morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, de 35 anos. A jornalista estava internada em estado gravíssimo no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após sofrer um acidente automobilístico na BR-381, em Sabará. O protocolo médico que atestou a perda irreversível das funções cerebrais foi concluído após uma série de exames realizados ao longo do dia. Em um gesto de solidariedade, a família decidiu realizar a doação de seus órgãos.

O trágico episódio ocorreu quando o carro da emissora, que retornava de uma pauta externa, colidiu frontalmente com um caminhão. No momento do impacto, o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo, não resistiu e morreu no local. Ironicamente, a equipe voltava da produção de uma reportagem que abordava justamente a necessidade de duplicação daquela rodovia para evitar novos acidentes. A Polícia Civil de Minas Gerais já iniciou as investigações e realizou perícia no trecho para apurar as causas da batida.
Alice Ribeiro tinha uma carreira consolidada, com passagens por importantes veículos de comunicação como TV Globo, Record e TV Alterosa, antes de integrar a equipe da Band em Brasília e, mais recentemente, em Belo Horizonte. Ela deixa o marido e um filho de apenas oito meses. Seu colega, Rodrigo Lapa, era natural de Porto Alegre e, além do talento atrás das câmeras, dedicava-se ao trabalho voluntário como palhaço em hospitais infantis. Ele deixa esposa e uma filha de seis anos.
A notícia causou forte comoção entre colegas de profissão e autoridades. A Band Minas emitiu uma nota de pesar garantindo apoio integral às famílias, enquanto figuras públicas, como o ex-governador Romeu Zema, manifestaram luto pela perda dos profissionais. A tragédia reforça o debate sobre a segurança viária na região, enquanto amigos e familiares prestam as últimas homenagens aos dois jornalistas que perderam a vida no exercício da profissão.









