quinta, 11 de junho de 2026

Moraes reduz pena de condenado que destruiu relógio histórico no 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu uma redução na pena de Antônio Cláudio Alves Ferreira, homem que ficou conhecido por quebrar um relógio histórico durante os atos de 8 de janeiro. Inicialmente condenado a 17 anos de reclusão, o detento recebeu um abatimento de 133 dias no total de sua punição. A decisão do magistrado baseou-se em critérios de ressocialização por meio do estudo dentro do sistema prisional.

Antônio Cláudio, que cumpre sua pena em uma unidade penitenciária em Uberlândia, no estado de Minas Gerais, garantiu o benefício legal após se dedicar aos estudos na prisão. Ele realizou o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e conseguiu obter o diploma de conclusão do ensino médio. O preso alcançou a aprovação necessária em quatro áreas do conhecimento avaliadas pela prova nacional. Ao analisar o pedido da defesa, o ministro Alexandre de Moraes destacou que o STF já possui precedentes consolidados que autorizam a diminuição do tempo de condenação para detentos que buscam a educação.

O objeto destruído pelo homem durante as invasões em Brasília era uma das peças mais valiosas do acervo histórico do Palácio do Planalto. O relógio de pêndulo do século XVII foi fabricado pelo relojoeiro francês Balthazar Martinot e chegou ao Brasil como um presente trazido pela comitiva de Dom João VI. A obra de arte era considerada um item raro e de valor inestimável para o patrimônio cultural e histórico brasileiro.

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