

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão total de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo período de 30 dias. A punição foi motivada pela recente divulgação, nas redes sociais, de uma carta escrita à mão pelo político. No mesmo despacho, o magistrado manteve a ordem que proíbe especificamente o senador Flávio Bolsonaro de visitar o pai por 90 dias, já que foi o parlamentar quem publicou o texto na internet.

Além do isolamento temporário, o ministro endureceu significativamente as regras da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente. Com as novas restrições, Bolsonaro está expressamente proibido de receber qualquer visita que tenha objetivos político-eleitorais até o encerramento das eleições de outubro. Ele também não poderá divulgar manifestos, discursos ou mensagens com teor político, mesmo que esses textos sejam compartilhados por meio de assessores, familiares ou intermediários em qualquer plataforma de comunicação.
Ao justificar as sanções, Moraes destacou que o ex-presidente violou de forma clara a proibição de se manifestar publicamente nas redes sociais. Segundo o ministro, o respeito absoluto às ordens judiciais é uma condição obrigatória para que ele continue usufruindo do benefício de cumprir a pena em casa e não retorne ao regime fechado em um presídio.


A decisão do STF foi publicada pouco depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter se manifestado a favor de manter o político em regime domiciliar por questões de saúde. O novo cenário também enterra os planos da defesa de Bolsonaro, que havia entrado com um pedido formal para que o presidente da Argentina, Javier Milei, realizasse uma visita de cortesia ao aliado no final de julho. Com o veto absoluto a reuniões políticas e o bloqueio de visitas em vigor, o encontro com o líder argentino foi inviabilizado.







