

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas para que o comando do Exército entregue à Polícia Federal todas as armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A determinação ocorre após a própria defesa de Bolsonaro informar ao tribunal que oito das 11 armas do ex-presidente estão guardadas sob a custódia do Exército. Segundo os advogados, outras duas armas já estão em posse da PF, e a última delas foi apreendida recentemente pelas autoridades.

A apreensão dessa 11ª arma aconteceu no mês passado durante uma blitz policial, quando o armamento foi encontrado com um dos seguranças do ex-presidente. Na ocasião, o militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho afirmou que estava transportando a pistola para que ela passasse por um conserto. Embora a Polícia Civil do Distrito Federal tenha decidido não indiciar Bolsonaro por esse episódio — por avaliar que o armamento estava legalizado e que não houve crime —, o ministro Alexandre de Moraes optou por recolher todo o arsenal e já havia revogado, na última sexta-feira, o registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) do ex-presidente.
Essa ordem de apreensão foi assinada dentro do mesmo despacho em que o ministro confirmou a manutenção de Bolsonaro em regime de prisão domiciliar humanitária. Moraes avaliou que o incidente envolvendo a arma na blitz não configurou uma “falta grave” que justificasse o retorno do ex-presidente para o regime fechado na prisão. Bolsonaro foi condenado no ano passado a uma pena de 27 anos e 3 meses de reclusão por envolvimento em uma trama golpista, mas cumpre a detenção em casa temporariamente por 90 dias para se recuperar de uma cirurgia e de um quadro recente de pneumonia bacteriana.










