

Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (13), traça um perfil detalhado de como os brasileiros enxergam os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento revela que Alexandre de Moraes é a figura mais popular da Corte, sendo reconhecido por 89% da população. No entanto, quando o assunto é a qualidade do trabalho realizado, os ministros André Mendonça e Cármen Lúcia aparecem com os melhores índices de avaliação positiva, enquanto Dias Toffoli e o próprio Moraes enfrentam as maiores taxas de rejeição.

O destaque de Alexandre de Moraes na memória dos entrevistados se deve à sua atuação em processos de grande repercussão, como o inquérito das fake news e as investigações sobre os atos de 8 de janeiro. Apesar de ser amplamente conhecido, sua avaliação amarga um saldo negativo, influenciada por polêmicas recentes envolvendo citações ao seu nome no caso do Banco Master. No sentido oposto, ministros com menos tempo de casa ou com perfil mais reservado, como André Mendonça, registram as melhores notas. Mendonça, inclusive, herdou a relatoria do caso Master após a saída de Toffoli e foi o responsável por determinar o retorno do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à prisão.
A ministra Cármen Lúcia também aparece com bons números, sustentando a segunda melhor aprovação entre os magistrados. Única mulher na composição atual do Supremo e em fase final de mandato na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela consolidou sua imagem perante o público após participar de julgamentos importantes, como o que definiu a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Por outro lado, o ministro Dias Toffoli detém hoje o pior desempenho na pesquisa, com uma rejeição que se intensificou após revelações sobre transações financeiras ligadas a uma empresa da qual é sócio, o que o levou a se declarar suspeito para julgar temas relacionados ao Banco Master.
Para chegar a esses resultados, o Datafolha utilizou um cálculo que subtrai as opiniões negativas das positivas, gerando um índice final de aprovação. O estudo ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades brasileiras entre os dias 7 e 9 de abril. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, a pesquisa registrada no TSE sob o número BR-03770/2026 expõe um tribunal dividido entre o alto reconhecimento público e o desafio de superar o desgaste causado por escândalos recentes e processos políticos sensíveis.









