sábado, 13 de junho de 2026

Moraes dá novo passo em investigação sobre Monark e pede parecer da PGR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, estabeleceu nesta quarta-feira (29) um prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República analise as conclusões da Polícia Federal sobre o influenciador Bruno Aiub, o Monark. A decisão ocorre após a PF entregar um relatório detalhado sobre as atividades recentes do criador de conteúdo, que é investigado por supostamente desobedecer ordens judiciais e atacar as instituições democráticas do país.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, Monark tem mantido uma postura persistente de questionar a segurança das urnas eletrônicas e a legitimidade do sistema eleitoral brasileiro. O relatório aponta que o influenciador utiliza suas plataformas digitais para criticar o Tribunal Superior Eleitoral e o próprio Supremo, focando especialmente nas decisões tomadas por Moraes. Para embasar essa análise, os investigadores contaram com o apoio da empresa Bytedance, responsável pelo TikTok, que forneceu materiais e conteúdos publicados pelo investigado.

O inquérito, que teve início logo após os ataques de 8 de janeiro de 2023, passou recentemente por uma prorrogação de 60 dias. Na ocasião, a polícia alegou que precisava de mais tempo para realizar uma análise minuciosa devido à complexidade técnica do grande volume de dados coletados. O objetivo, segundo o delegado responsável pelo caso, é entregar uma conclusão que seja tecnicamente inquestionável antes de qualquer definição sobre o oferecimento de uma denúncia formal.

Embora Monark tenha recuperado o acesso às suas redes sociais no início de 2025 por decisão de Moraes, que entendeu que o bloqueio total das contas não era mais indispensável para o andamento do processo, ele ainda enfrenta restrições. O ministro determinou que postagens específicas, consideradas motivadoras de atos ilícitos, fossem removidas. Agora, o futuro jurídico do influenciador depende da manifestação da PGR, que dirá ao Supremo se vê elementos suficientes para processá-lo pelos crimes apurados.

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