segunda, 29 de junho de 2026

Moraes autoriza advogados a acompanharem depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu autorização para que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro acompanhem o depoimento que ele prestará à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira, dia 23 de junho de 2026. A oitiva está agendada para as 15h e ocorrerá na própria casa do ex-presidente, local onde ele cumpre prisão domiciliar. Na mesma decisão judicial, o ministro permitiu que a equipe de defesa se reunisse com Bolsonaro nesta segunda-feira, dia 22, sem qualquer tipo de restrição de tempo para alinhar as estratégias jurídicas.

A investigação em curso busca esclarecer as circunstâncias envolvendo uma pistola que está registrada no nome do ex-presidente, mas que acabou apreendida com um de seus seguranças particulares. O armamento foi localizado na noite de segunda-feira, dia 15 de junho, durante uma fiscalização de trânsito em uma blitz no Pistão Norte, na região de Taguatinga. Na ocasião, os policiais pararam um veículo e o condutor se identificou como funcionário do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, revelando em seguida que a arma pertencia a Bolsonaro.

Durante a abordagem veicular, os agentes também encontraram um carregador extra da pistola, que é do modelo Glock calibre 9 milímetros. O motorista foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos, onde justificou que o armamento havia apresentado um defeito técnico. Em seu relato às autoridades, o servidor explicou que havia retirado a pistola naquele mesmo dia com a missão exclusiva de levá-la para um conserto e que a devolução ao proprietário estava prevista para o dia seguinte.

Após a repercussão do caso, a equipe jurídica de Jair Bolsonaro veio a público confirmar a propriedade do armamento. Os defensores reiteraram a versão de que o objeto foi repassado ao segurança unicamente para que fosse submetido a reparos técnicos. A defesa argumentou ainda que o ex-presidente possui a devida autorização legal e não está impedido pelas normas vigentes de manter a referida arma guardada em sua residência.

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