

Uma moradora de São José do Rio Preto, de 41 anos, viveu momentos de pânico em dezembro do ano passado após utilizar uma medicação emagrecedora comprada sem prescrição médica pela internet. Atraída por anúncios em redes sociais que prometiam resultados rápidos e “milagrosos”, a mulher adquiriu o produto conhecido como lipoless, que não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e entrou ilegalmente no Brasil vindo do Paraguai. Poucas horas após a primeira aplicação, ela apresentou sintomas graves, como taquicardia, falta de ar e formigamento nas extremidades do corpo, precisando de atendimento médico urgente.

A paciente relatou que buscou o medicamento motivada pela pressão estética e pelo aparente sucesso de outras pessoas que exibiam corpos definidos nas redes sociais. Sem consultar especialistas ou informar a família, ela injetou uma dose de 5 ml e logo sentiu as reações adversas que a levaram ao hospital. Embora não tenha sido internada, o susto serviu como um alerta sobre os perigos da automedicação. Especialistas reforçam que, embora substâncias como a tirzepatida possam ser usadas no tratamento da obesidade, elas exigem acompanhamento rigoroso e devem ser adquiridas apenas em farmácias autorizadas, com receita médica, garantindo que o produto tenha sido armazenado e transportado corretamente.
O caso acende um alerta para o crescimento do comércio clandestino desses itens. Somente em 2025, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu quase 18 mil unidades de medicamentos contrabandeados em São Paulo, e o ritmo de apreensões continua alto no início deste ano. Além do risco à saúde pela falta de procedência, as autoridades destacam que o transporte precário, muitas vezes sob calor intenso e sem refrigeração, pode alterar a composição das substâncias, tornando-as ainda mais perigosas para o organismo humano.
Segundo a Polícia Federal, a comercialização de medicamentos sem o aval da Anvisa configura crime, sujeitando os envolvidos a prisões em flagrante e processos criminais. Para os consumidores, o conselho médico é evitar fórmulas milagrosas vendidas por revendedores não oficiais e priorizar a saúde em detrimento da rapidez estética. Após o episódio, a mulher envolvida destacou que o risco de perder a vida não compensa o uso de substâncias de origem duvidosa.









