quinta, 12 de março de 2026

Moradora de Olímpia sobrevive a raio em Brasília e afirma que manteria participação em ato

Uma moradora de Olímpia, no interior de São Paulo, foi uma das dezenas de pessoas atingidas por uma descarga elétrica durante uma manifestação política em Brasília, no último domingo (25). Lúcia Helena Canhada Lopes, de 58 anos, participava da “Caminhada pela Paz”, evento organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira, quando um raio atingiu o grupo concentrado na Praça do Cruzeiro. Apesar do susto e do perigo da situação, Lúcia demonstrou forte convicção em relação à sua presença no movimento, chegando a declarar em entrevista que aceitaria o risco de morte por considerar a causa nobre e justa.

O incidente ocorreu por volta das 13h, aproximadamente uma hora após o início da concentração final da caminhada, que percorreu o trajeto entre Paracatu (MG) e a capital federal ao longo da semana. Segundo o balanço oficial do Corpo de Bombeiros, o episódio foi grave e mobilizou um grande contingente de socorro, com 89 pessoas atendidas. Desse total, 47 manifestantes precisaram ser hospitalizados e 11 apresentaram quadros clínicos de maior complexidade. Entre os feridos mais graves está uma amiga de Lúcia, Maria Eli Silva, moradora de Jacareí, que precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Taguatinga (DF).

Mesmo com o ambiente hospitalar, o clima entre os feridos e os organizadores do evento foi de mobilização e apoio mútuo. Na última quarta-feira (28), os deputados federais Bia Kicis e Sóstenes Cavalcante visitaram os hospitalizados, compartilhando registros de solidariedade nas redes sociais. Durante as visitas, os manifestantes feridos conversaram por vídeo com o deputado Nikolas Ferreira. Em uma dessas gravações, Lúcia expressou admiração pelo trabalho do parlamentar, enquanto outros pacientes reforçaram que, apesar do acidente natural, não se arrependiam da participação no ato.

A repercussão do caso destaca não apenas o impacto climático severo ocorrido durante a manifestação, mas também o forte engajamento dos participantes do movimento “Acorda, Brasil”. O episódio, descrito pelo deputado Nikolas Ferreira como um “milagre” pela sobrevivência das vítimas, continua a gerar debates sobre a segurança em eventos de grande porte realizados em áreas abertas durante o verão, período em que a incidência de raios é significativamente maior na região central do país.

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