

Uma moradora de Olímpia registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil após enfrentar uma série de dificuldades para conseguir atendimento médico para seu filho de 3 anos. Segundo o relato, a criança inalou um objeto pela narina direita e permaneceu dois dias com fortes dores aguardando uma intervenção urgente. A mãe alega que o procedimento foi inicialmente recusado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade sob a justificativa de que o local não dispunha de equipamentos básicos, como oxigênio e aparelhos de aspiração.

De acordo com o depoimento policial, ao retornar à unidade no dia seguinte, a mãe foi informada de que um aparelho havia sido localizado, mas o procedimento não foi realizado porque a região nasal da criança já apresentava muito inchaço. Diante da dor do filho, ela solicitou que o caso fosse encaminhado via SUS para atendimento especializado em Barretos, porém o pedido não teria sido emitido. Sem o suporte da rede pública e sem condições financeiras para arcar com uma consulta particular de R$ 750, a família, que tem outros quatro filhos, viveu momentos de desespero.
A solução só veio quando a mãe conseguiu atendimento na Santa Casa de Misericórdia, onde um médico realizou a remoção do corpo estranho em caráter particular. Conforme o registro da ocorrência, o profissional de saúde enfatizou que a retirada era extremamente urgente, alertando que o objeto poderia ter se deslocado para o pulmão, o que causaria complicações graves ou até fatais para a criança.
O caso agora está sob análise das autoridades de Olímpia, que devem apurar a conduta da equipe médica e a estrutura da unidade de saúde. A denúncia aponta para omissão de socorro e falta de recursos em um serviço de urgência. A prefeitura da cidade ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações de negativa de atendimento e a suposta ausência de materiais básicos na UPA relatadas pela mãe no boletim de ocorrência.









