domingo, 7 de junho de 2026

Morador de Jales devolve carro com defeito, mas continua recebendo cobranças de financiamento

O desejo de conquistar o carro próprio se transformou em uma grande frustração para um morador da cidade de Jales, no interior de São Paulo. De acordo com os registros oficiais da Polícia Civil, o consumidor adquiriu um Ford Ka Hatch em uma loja de veículos seminovos do município, efetuando o pagamento de R$ 8 mil como entrada e dividindo o valor restante através de um financiamento bancário.

Durante as conversas que antecederam o fechamento do negócio, o vendedor do estabelecimento teria assegurado ao cliente que o automóvel estava em excelentes condições de uso e com a manutenção totalmente em dia. Confiando na palavra do funcionário, o comprador assinou os papéis da documentação e finalizou a transação comercial, mas a satisfação com a nova aquisição durou muito pouco tempo.

Preocupado em garantir a segurança do veículo, o proprietário decidiu levar o automóvel para passar por uma vistoria com um mecânico de sua confiança. Para a sua surpresa, o profissional identificou uma série de falhas mecânicas graves que exigiam consertos imediatos. O consumidor alegou que nenhum desses defeitos ocultos foi mencionado pela gerência da loja antes da assinatura do contrato de compra.

Sentindo-se prejudicado, o cliente retornou à revendedora para devolver o Ford Ka e exigir a anulação imediata do negócio. Na ocasião, os responsáveis pela empresa garantiram que o financiamento aberto com a instituição financeira também seria cancelado. O grande impasse começou quando, mesmo após entregar o carro de volta à loja, o morador descobriu que o empréstimo bancário continuava ativo e gerando cobranças mensais em seu nome.

Sem o veículo e recebendo boletos de parcelas atrasadas, a vítima procurou os proprietários do estabelecimento comercial diversas vezes. Embora os empresários tenham admitido o erro e prometido limpar o nome do cliente, nenhuma providência real foi tomada até a abertura do boletim de ocorrência. O caso agora está sob os cuidados da Polícia Civil e deve ter desdobramentos tanto na área cível quanto na criminal, enquanto a identidade dos envolvidos e o nome da empresa seguem mantidos em sigilo por falta de uma condenação na Justiça.

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