terça, 4 de agosto de 2026

Mistura de gerações e equilíbrio marcam o Grupo G da Copa do Mundo de 2026

A seleção da Bélgica lidera como cabeça de chave o Grupo G, considerado um dos mais parelhos e imprevisíveis da Copa do Mundo que será sediada no Canadá, México e Estados Unidos, com início marcado para a próxima quinta-feira, dia 11 de junho. Além dos belgas, a chave conta com o Egito, liderado pelo craque Mohamed Salah; o Irã, que carimbou sua quarta classificação seguida para o torneio; e a Nova Zelândia, que festeja o seu retorno ao maior palco do futebol mundial após passar 16 anos longe da competição.

Os belgas, apelidados de Diabos Vermelhos, chegam para disputar o Mundial pela 15ª vez na história, tendo garantido a vaga ao liderarem o Grupo J das Eliminatórias da Europa, deixando para trás equipes como País de Gales, Macedônia do Norte, Cazaquistão e Liechtenstein. Vivendo um forte processo de renovação no elenco, o técnico francês Rudi Garcia montou uma lista que une a experiência de astros remanescentes da histórica “geração de ouro” — como o goleiro Thibaut Courtois, o meia Kevin De Bruyne e o atacante Romelu Lukaku, que eliminaram o Brasil na Copa de 2018 — com uma nova safra de jovens talentos de destaque na Europa, como Jeremy Doku, do Manchester City, Leandro Trossard, do Arsenal, e Charles De Ketelaere, da Atalanta.

Pelo lado africano, o Egito retorna ao torneio após ficar de fora da edição do Catar, embalado pelo bom desempenho no ano passado, quando alcançou as semifinais da Copa Africana das Nações. Sob o comando do ex-jogador Hossam Hassan, maior artilheiro da história da seleção com 69 gols, os Faraós buscam quebrar um tabu e avançar pela primeira vez para a fase de mata-mata, já que em 1934, 1990 e 2018 foram eliminados ainda na fase de grupos. A grande referência da equipe é o atacante Mohamed Salah, de 33 anos, que recentemente encerrou um ciclo vitorioso de nove anos no Liverpool. O elenco egípcio traz ainda outros nomes importantes, como o atacante Omar Marmoush, do Manchester City, o meio-campista Mahmoud Trezeguet e o experiente goleiro Mohamed El Shenawy.

O Irã, conhecido como Team Melli, vive um momento de bastidores conturbado devido às incertezas provocadas pela guerra com os Estados Unidos. Por motivos de segurança e com o aval da Fifa, a delegação mudou seus planos iniciais e trocou a hospedagem no Arizona por uma base na cidade de Tijuana, no México, embora seus três jogos da primeira fase continuem agendados para solo americano, sendo dois confrontos em Los Angeles e um em Seattle. Dentro de campo, o time do técnico Amir Ghalenoei carimbou sua sétima participação em Copas com uma campanha irretocável nas eliminatórias asiáticas, sofrendo apenas uma derrota em 16 partidas. O principal jogador do Irã é o atacante Mehdi Taremi, do Olympiakos, dono de 57 gols pela equipe nacional.

Para fechar o grupo, a Nova Zelândia carimbou seu passaporte com uma campanha impecável e cheia de goleadas nas eliminatórias da Oceania, vencendo todas as cinco partidas que disputou. Esta será a terceira participação dos “All Whites” em uma Copa do Mundo — as anteriores aconteceram em 1982 e 2010. O treinador Darren Bazeley, que assumiu o elenco principal em 2023 após anos trabalhando com os times de base do país, aposta suas fichas na liderança do capitão e atacante Chris Wood, de 34 anos, jogador do Nottingham Forest que balançou as redes nove vezes durante as eliminatórias regionais.

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