

A cidade de Mirassol, única no estado de São Paulo selecionada pelo Ministério da Saúde para um projeto-piloto de vacinação contra a chikungunya, enfrenta o desafio da baixa procura dos moradores. Embora a campanha tenha começado há uma semana, os números iniciais revelam que menos de 2% do público-alvo compareceu aos postos. Das cerca de 37 mil pessoas entre 18 e 59 anos aptas a receber o imunizante, apenas 1.084 foram vacinadas até o momento, o que representa uma média diária de pouco mais de 200 doses aplicadas.

A Secretaria de Saúde do município observa a movimentação tímida nas unidades, mas mantém a expectativa de que a conscientização aumente nos próximos dias. A preocupação das autoridades de saúde se justifica pelo histórico recente da doença na região. No ano passado, Mirassol viveu um cenário crítico, com mais de 800 casos registrados e três mortes. Em todo o estado de São Paulo, o ano de 2025 terminou com quase mil infectados e sete óbitos, reforçando o alerta sobre a gravidade da enfermidade, que pode deixar sequelas prolongadas nas articulações.
O imunizante está disponível exclusivamente para quem reside em Mirassol, e a prefeitura reforça que a vacinação é a ferramenta mais eficaz para evitar novas epidemias locais. Para garantir a dose, o cidadão deve se dirigir a uma das unidades participantes portando documentos pessoais e um comprovante de residência atualizado. A estratégia do Ministério da Saúde ao escolher a cidade como modelo nacional visa avaliar a eficácia da vacina em larga escala antes de uma possível expansão para outros municípios brasileiros.
As doses estão sendo aplicadas de segunda a sexta-feira, em horário estendido das 7h30 às 19h, facilitando o acesso para quem trabalha. Aos sábados, o atendimento ocorre das 8h às 17h. Os pontos de vacinação incluem o Centro de Saúde 2, conhecido como Postão, além das unidades básicas dos bairros Jardim Renascença, Vila Verde, Cohab 2 e Regissol. A mobilização segue ativa, e os profissionais de saúde enfatizam que proteger a população agora é essencial para evitar um novo surto com a chegada de períodos mais propícios à reprodução do mosquito transmissor.









