

O Mirassol entra em campo nesta quarta-feira (8), às 19h, para escrever o capítulo mais importante de seu centenário: a estreia oficial em uma competição internacional. O clube recebe o Lanús, da Argentina, no Estádio José Maria de Campos Maia, o Maião, pela primeira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América. O evento mobilizou não apenas a cidade, mas toda a região, exigindo inclusive a internacionalização temporária do Aeroporto de Rio Preto para receber as delegações estrangeiras.

Apesar do clima de celebração pela marca histórica, o time comandado pelo técnico Rafael Guanaes enfrenta um momento de forte pressão. O Mirassol atravessa um jejum de 11 partidas sem vitória e ocupa a lanterna do Campeonato Brasileiro, o que torna o confronto continental uma tentativa de recuperação emocional e técnica. Para o desafio, o treinador aposta na experiência de jogadores como Reinaldo e Shaylon, buscando superar desfalques importantes, como o lateral ferido Igor Carius.
O adversário, por outro lado, vive um período de glórias. O Lanús chega ao interior paulista como atual campeão da Copa Sul-Americana e da Recopa, ostentando um desempenho sólido no campeonato argentino. A disparidade de momentos entre as equipes aumenta a dificuldade para o Mirassol, que além do time grená, terá que enfrentar a LDU, do Equador, e a altitude boliviana do Always Ready na sequência do Grupo G.
Além do prestígio esportivo, a partida vale um importante reforço financeiro, já que uma vitória na fase de grupos garante um bônus de aproximadamente 1,7 milhão de reais pago pela Conmebol. Para viabilizar a participação no torneio, o clube também precisou se adequar a normas burocráticas, como a criação de um departamento de futebol feminino. Com a expectativa de estádio lotado e um esquema especial de segurança montado pela Polícia Militar, o Mirassol espera que a noite de gala marque o início de uma nova fase positiva para a instituição.








