

O ministro Luiz Fux será o novo presidente da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele assumirá o posto em agosto, logo após o término do recesso do meio de ano do Judiciário, substituindo o ministro Gilmar Mendes, que conclui seu período de um ano na liderança do colegiado.

A mudança coloca Fux na liderança de um dos grupos mais estratégicos da Corte, responsável por julgar casos de grande repercussão. Entre os processos que estão sob a análise da Segunda Turma, destacam-se as ações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e os desdobramentos da Operação Compliance Zero. Deflagrada pela Polícia Federal, essa investigação apura suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master. Além do novo presidente e de Gilmar Mendes, o grupo é composto pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli e André Mendonça — este último sendo o relator oficial do caso que envolve a instituição bancária.
Durante a última sessão do tribunal antes das férias coletivas, realizada nesta terça-feira (30), Fux foi parabenizado pelos demais ministros e aproveitou o momento para reforçar o valor da liberdade de pensamento e do debate técnico dentro do colegiado. O magistrado declarou que trabalhará para garantir que as diferenças de opinião entre os julgadores funcionem apenas como divergências saudáveis e democráticas, sem se transformarem em conflitos pessoais, mantendo sempre o respeito à autonomia de cada colega de bancada.


Esta será mais uma etapa de destaque para Fux, que mudou de colegiado no ano passado ao deixar a Primeira Turma do STF. Naquela época, o grupo era o responsável por analisar os processos relacionados aos planos de teor golpista investigados no governo anterior. Durante esses julgamentos, Fux chegou a votar a favor da absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, a visão majoritária do tribunal acabou prevalecendo e resultou na condenação de Bolsonaro a uma pena de 27 anos e três meses de prisão.








