terça, 4 de agosto de 2026

Ministro investigado por suspeita de venda de sentenças no STJ atuou como juiz em Fernandópolis nos anos 80

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Dias de Moura Ribeiro tornou-se alvo de um inquérito da Polícia Federal que apura a suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças judiciais. A abertura da investigação foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da PF e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Moura Ribeiro, que é o primeiro magistrado da Corte investigado na Operação Siamnes, possui uma extensa trajetória na magistratura paulista, tendo atuado como juiz na Comarca de Fernandópolis no início da década de 1980.

A trajetória do ministro na carreira jurídica começou logo após sua graduação em Direito em Santos, sua cidade natal, onde advogou por seis anos. Em 1983, após aprovação em concurso público para a magistratura paulista, ele iniciou a atuar como juiz substituto e passou por comarcas do interior paulista, incluindo a passagem por Fernandópolis, antes de ser promovido para Santo André e posteriormente chegar à capital. Ao longo das décadas seguintes, progrediu na carreira até ser nomeado desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e, em 2013, assumir uma cadeira no STJ em Brasília, onde também atuou como professor e autor de trabalhos acadêmicos.

A apuração conduzida pela Polícia Federal busca analisar movimentações financeiras e documentos para checar se houve favorecimento indevido em decisões proferidas no tribunal. Em relatório enviado ao STF, a corporação ponderou que as diligências estão em fase inicial e buscam esclarecer a extensão dos fatos. Em nota oficial emitida pelo STJ, o ministro Moura Ribeiro declarou que desconhece a existência de qualquer investigação instaurada com relação às decisões de sua autoria na Corte.

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