quinta, 11 de junho de 2026

Ministério Público investiga uso irregular de parque como estacionamento em Rio Preto

O Ministério Público deu início a uma investigação para apurar suspeitas de irregularidades no uso do parque Cidade das Crianças como estacionamento durante o show da banda Guns N’ Roses, realizado em São José do Rio Preto no último dia 7 de abril. Segundo o promotor de Justiça Carlos Romani, a utilização do espaço público não seguiu as normas legais, que exigem um chamamento público para escolher qual entidade filantrópica teria o direito de gerir o local e arrecadar fundos.

A controvérsia começou após a descoberta de que o valor de R$ 100 cobrado por veículo era destinado diretamente à conta pessoal do então secretário de finanças e orçamento da Câmara Municipal, José Luís Pereira, por meio de transferências via PIX ou pagamentos em dinheiro. Registros em vídeo também mostraram a esposa do secretário realizando as cobranças e um assessor de um vereador local auxiliando na organização do pátio. O serviço foi operado sob o nome de uma associação filantrópica com sede na cidade de Guaraci, o que levantou questionamentos sobre o critério de escolha da entidade.

As denúncias provocaram mudanças imediatas na administração pública. O secretário de Esportes e Lazer, Klebinho Kizumba, foi exonerado do cargo, afirmando em nota que a saída permitirá que os fatos sejam esclarecidos com transparência. Já José Luís Pereira pediu desligamento de suas funções na Câmara Municipal logo após o caso vir à tona. O prefeito Fábio Candido anunciou que, a partir de agora, a gestão de estacionamentos em áreas públicas durante grandes eventos será de responsabilidade exclusiva do Fundo Social de Solidariedade, visando evitar novos impasses.

O promotor Carlos Romani destacou que a falta de um processo de seleção transparente prejudicou outras entidades que poderiam ter sido beneficiadas e expôs o poder público a riscos, já que o local funcionou sem os seguros exigidos por lei. No momento, o Ministério Público aguarda explicações detalhadas da Prefeitura e da Câmara de Rio Preto para decidir os próximos passos do processo judicial. Enquanto isso, os envolvidos alegam que prestarão esclarecimentos aos órgãos oficiais conforme o avanço das investigações.

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