

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ofereceu denúncia contra o motorista acusado de atropelar e matar o gari Diego Rafael da Silva, de 19 anos, na zona oeste da capital paulista. O crime ocorreu na noite de 26 de julho, enquanto a vítima trabalhava na coleta de lixo no bairro da Barra Funda. A promotora Mônica Nogueira Rodrigues enquadrou o acusado por homicídio duplamente qualificado, apontando que ele dirigia sob efeito de álcool e fugiu do local sem prestar socorro, condutas que violam o Código de Trânsito Brasileiro.

De acordo com a acusação formalizada à Justiça, o teste do bafômetro realizado após o atropelamento indicou uma taxa de 0,73 miligramas de álcool por litro de ar alveolar, índice bem acima do limite legal. Em nota oficial, o MPSP destacou que o motorista assumiu a direção do veículo com a capacidade psicomotora seriamente comprometida e trafegava em velocidade incompatível com o trecho urbano, lançando o carro contra a área onde a equipe da concessionária Loga atuava ao lado de outros veículos.
A promotoria enfatizou ainda que o jovem trabalhador foi apanhado de surpresa no pleno exercício de suas funções, sem qualquer chance de reação ou defesa para evitar o impacto. Além de requerer a abertura do processo criminal e a manutenção da prisão preventiva do motorista, o órgão ministerial pediu a suspensão da carteira de habilitação do réu e a fixação de um valor mínimo de R$ 500 mil a título de indenização para os familiares da vítima.











