quinta, 11 de junho de 2026

Ministério Público de SP pede prisão por tempo indeterminado do rapper Oruam

O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido nacionalmente como Oruam. O artista já é considerado foragido desde o início de fevereiro. O pedido da promotoria paulista foi encaminhado ao Poder Judiciário no último dia 5 de maio e teve seus detalhes divulgados no fim da tarde desta quarta-feira. A nova ordem de prisão tem como base uma investigação que acusa o cantor de disparar tiros de espingarda para o alto durante uma festa realizada no município de Igaratá, no interior paulista.

De acordo com a denúncia oferecida pelo órgão, os disparos ocorreram diante de diversos convidados que participavam do evento. Toda a cena foi gravada em vídeo e, posteriormente, publicada nas próprias redes sociais do músico, servindo como prova para as autoridades. Ao justificar a necessidade da prisão por tempo indeterminado, o promotor Alan Carlos Reis Silva destacou o perfil perigoso do réu, mencionando que o artista é considerado pessoa de interesse em apurações de grande porte que envolvem a facção criminosa Comando Vermelho, lavagem de capitais e até tentativas de assassinato contra agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A promotoria argumenta que o fato de o rapper estar escondido reforça o risco real de que ele tente escapar da aplicação da lei e de uma eventual punição.

Os problemas de Oruam com a Justiça não se limitam ao estado de São Paulo. No Rio de Janeiro, ele é réu em processos criminais complexos, incluindo uma acusação de envolvimento em um esquema financeiro ilegal para ocultar patrimônio do crime organizado, ação na qual foi denunciado ao lado de sua mãe e de seu pai, o conhecido traficante Marcinho VP. O músico também responde por um confronto armado contra policiais ocorrido na porta de sua residência, localizada no bairro nobre do Joá, na Zona Sul da capital fluminense.

O histórico recente do cantor mostra que ele chegou a ser preso no meio do ano passado após tentar barrar uma ação policial em sua residência. Meses depois, em setembro, ele obteve o direito de responder ao processo em liberdade graças a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça, que substituiu o cárcere pelo uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. No entanto, o benefício foi cancelado após relatórios apontarem que o artista desrespeitou as regras do monitoramento de forma contínua, desligando o aparelho e acumulando dezenas de violações, principalmente por deixar a bateria descarregar. Diante disso, um novo mandado de prisão foi emitido pela Justiça do Rio no começo de fevereiro, e as autoridades já confiscaram o passaporte do cantor para impedir sua saída do Brasil.

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