quarta, 15 de abril de 2026

Ministério Público arquiva investigação contra professor de Votuporanga por falta de provas

O Ministério Público de São Paulo decidiu encerrar a investigação que apurava uma denúncia de suposto crime sexual envolvendo um professor da rede municipal de Votuporanga. A decisão, assinada pelo promotor Eduardo Martins Boiati no último dia 6 de abril, concluiu que não existem evidências suficientes para levar o caso adiante ou apresentar uma acusação formal à Justiça.

A polêmica começou em 2025, após relatos de pais de alunas sobre comportamentos que consideraram inadequados em uma escola municipal no distrito de Simonsen. Na ocasião, o professor foi afastado de suas funções enquanto a Polícia Civil e o Ministério Público realizavam uma série de diligências, que incluíram depoimentos das crianças por meio de escuta especializada, além de entrevistas com familiares, funcionários da escola e o próprio docente.

Ao analisar o material colhido, o Ministério Público observou que os relatos das menores não confirmaram de forma consistente a prática de atos libidinosos. De acordo com o órgão, as descrições se referiam a contatos físicos como toques nos ombros e na cintura, sem indicação clara de intenção sexual. Além disso, perícias realizadas em equipamentos eletrônicos descartaram a suspeita de que materiais impróprios tenham sido exibidos de propósito em sala de aula, e divergências entre as versões apresentadas comprometeram a base da denúncia.

Com o arquivamento, a defesa do professor manifestou satisfação e afirmou que o resultado comprova a ausência de irregularidades nas ações do profissional. Segundo os advogados, o foco agora será resolver as pendências administrativas relacionadas ao cargo. Por envolver menores de idade, o processo continua correndo sob segredo de Justiça, garantindo a privacidade de todos os envolvidos.

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