domingo, 6 de setembro de 2026

Ministério da Saúde reforça chamamento para vacina contra o sarampo

Com a confirmação de novos casos de sarampo registrados em território paulista nos últimos meses, o Ministério da Saúde reforçou o apelo para que a população atualize a caderneta de vacinação. A mobilização ganha força com a reta final da Campanha Nacional de Multivacinação, que segue aberta até a próxima terça-feira (1º) com foco em crianças e adolescentes menores de 15 anos, público que deve buscar as unidades de saúde para a aplicação de doses pendentes, com destaque para a vacina tríplice viral.

Ao longo de 2026, o Brasil contabilizou 27 diagnósticos de sarampo, dos quais 24 pertencem a um surto ativo iniciado em junho no estado de São Paulo, concentrado na capital e em municípios da Região Metropolitana, como Guarulhos e São Bernardo do Campo. Outras três ocorrências isoladas registradas em São Paulo e no Rio de Janeiro já foram encerradas após o período de monitoramento epidemiológico sem novos contágios. Apesar desse cenário, a pasta informou que o país mantém o status de território livre da circulação endêmica do vírus, repetindo o controle bem-sucedido observado em 2025, quando 38 casos importados foram contidos rapidamente pelas equipes de vigilância sanitária.

A imunização adequada segue como a única forma eficaz de conter a enfermidade, que se caracteriza pelo alto poder de contágio e por proteger também contra caxumba e rubéola. O calendário de rotina estabelece duas doses na infância, aplicadas aos 12 e 15 meses de vida, além de recomendar duas doses para pessoas não vacinadas de até 29 anos e uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Como medida emergencial diante do surto local, o governo federal orientou a aplicação antecipada da “dose zero” para bebês de 6 a 11 meses em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, ressaltando que essa aplicação extra serve como proteção temporária e não substitui o esquema vacinal regular da infância.

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