segunda, 6 de julho de 2026

Ministério da Saúde faz alerta e recomenda vacinação contra o sarampo após novos casos

O Ministério da Saúde emitiu um alerta reforçando a urgência da vacinação contra o sarampo na capital paulista e no município de Guarulhos. A medida foi tomada após três crianças com menos de dois anos de idade contraírem a doença na zona norte da cidade de São Paulo, na última sexta-feira. Devido ao grande fluxo e circulação de pessoas entre as cidades da região metropolitana, a recomendação de imunização foi estendida para Guarulhos com o objetivo de criar uma barreira de proteção e evitar o surgimento de novos focos.

A orientação das autoridades de saúde é para a aplicação da chamada “dose zero”, direcionada especificamente a bebês com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias. Essa etapa é fundamental para proteger uma faixa etária que é biologicamente mais vulnerável a contrair o vírus e a desenvolver complicações graves de saúde. O ministério ressalta que essa dose emergencial funciona como uma proteção extra e não substitui as vacinas regulares já previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que continuam disponíveis de forma gratuita nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para a população de 1 ano até 59 anos de idade.

As investigações epidemiológicas apontam que os três casos registrados podem ter sido provocados pelo contato com pessoas vindas de fora do país. Entre os infectados, duas das crianças frequentam a mesma creche e a terceira reside na mesma região geográfica. Para frear o contágio local, equipes de saúde já iniciaram ações de vigilância que incluem o monitoramento de pessoas que tiveram contato com os pacientes, busca ativa por novos casos suspeitos e o bloqueio vacinal focado nas áreas consideradas de maior risco.

Embora o Brasil tenha registrado 38 casos de sarampo no ano passado, o país ainda mantém o certificado de território livre da doença, uma vez que todos os registros recentes foram importados do exterior. O cenário, no entanto, é preocupante em outras partes do continente americano, especialmente na América do Norte, onde a circulação do vírus disparou neste ano, acumulando milhares de infectados no México, nos Estados Unidos e no Canadá. Esse aumento expressivo de casos em países vizinhos fez com que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) retirasse das Américas o título de região livre da transmissão endêmica da doença.

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