sábado, 18 de julho de 2026

Ministério da Saúde estende prazo de vacinação contra o HPV para jovens até o fim do ano

O Ministério da Saúde decidiu prorrogar até o dia 31 de dezembro deste ano a campanha de vacinação contra o HPV voltada para adolescentes de 15 a 19 anos. A iniciativa, que funciona como uma oportunidade de resgate para os jovens que perderam o prazo na infância, estava prevista para terminar este mês. Em comunicado oficial, o governo federal reforçou que estados e municípios precisam intensificar os mutirões e buscar estratégias para aplicar as doses fora dos postos de saúde, visitando locais como escolas e universidades.

O principal motivo para a extensão do prazo é o ritmo lento da procura. Embora o monitoramento aponte avanços, os números atuais ainda são baixos diante da meta de proteger mais de 600 mil jovens nessa faixa etária. Balanços divulgados até junho de 2026 mostram que pouco mais de 287 mil adolescentes foram vacinados no país, sendo a maioria do sexo masculino. Para reverter esse cenário, o governo pretende firmar parcerias com igrejas, ONGs e meios de comunicação para esclarecer a população sobre a segurança e a eficácia da dose.

Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS), o imunizante é indicado para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, público que desde 2024 conta com a facilidade do esquema de dose única. Já para pessoas com a imunidade comprometida, como pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados e portadores de HIV, o protocolo exige três doses. Essa mesma recomendação de proteção estendida vale para vítimas de violência sexual e usuários do medicamento preventivo PrEP.

Especialistas reforçam que a imunização é a arma mais poderosa para prevenir o HPV, vírus responsável pelo surgimento do câncer de colo de útero, além de tumores na boca, garganta e região anal. A estratégia de vacinar os adolescentes antes do início da vida sexual garante a máxima eficácia do produto, impedindo que o vírus se aloje no organismo a longo prazo. Além disso, ao proteger tanto meninos quanto meninas, o país consegue reduzir drasticamente a circulação da infecção, permitindo que o Brasil caminhe alinhado à meta global de erradicar o câncer de colo de útero.

Notícias relacionadas