

O Ministério da Saúde instituiu, nesta quinta-feira, um comitê permanente encarregado de negociar os valores de medicamentos que serão integrados ao Sistema Único de Saúde. A estratégia busca aproveitar o peso do SUS como um dos maiores compradores do setor para obter descontos significativos nas aquisições em grande escala, otimizando o uso do orçamento público.

Com a nova estrutura, a pasta projeta alcançar reduções superiores a 50% no custo de remédios novos ou recém-incorporados à rede pública. A economia gerada abrirá margem financeira para incluir tratamentos inovadores e de alto custo na rede governamental, beneficiando principalmente pacientes que necessitam de terapias contra o câncer ou doenças autoimunes.
O comitê atuará como um braço técnico acionado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, com foco especial em produtos fornecidos de forma exclusiva por um único laboratório ou que registraram altas expressivas de preço. A medida alinha o Brasil às práticas adotadas em mais de 40 países — como Canadá, Inglaterra e França —, que utilizam o grande volume de compras estatais para barganhar valores mais justos perante a indústria farmacêutica.










