

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que o endividamento público brasileiro permanece em patamares elevados, porém mantido sob controle. Durante entrevista concedida à Rádio Jornal de Pernambuco, o titular da pasta explicou que não há um limite universal fixado por órgãos internacionais para a dívida de uma nação, ressaltando que o indicador brasileiro se mostra proporcionalmente menor quando comparado ao de grandes potências globais.

Apesar da comparação favorável com países da Europa, Ásia e com os Estados Unidos — onde a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) supera com frequência os índices nacionais —, Durigan ponderou que o cenário interno exige cautela. Com a dívida bruta situando-se entre 80% e 81% do PIB, o ministro destacou que a maior pressão sobre as contas públicas advém dos altos custos com o pagamento de juros para a rolagem dos débitos. Segundo as projeções do Tesouro Nacional, o endividamento do país deve manter trajetória de alta até 2030, antes de iniciar uma retração gradual.
O integrante do governo enfatizou que a estratégia central para estabilizar e reduzir esses custos é a construção de credibilidade perante o mercado e a sociedade, demonstrando a sustentabilidade fiscal do Brasil a longo prazo. Ele pontuou ainda que o equilíbrio das contas é fundamental para blindar o país diante das incertezas no cenário internacional — influenciado por conflitos geopolíticos e instabilidades econômicas globais —, garantindo condições para atrair investimentos e sustentar o desenvolvimento social.









