segunda, 7 de setembro de 2026

Metade dos brasileiros avalia que pais atuais estão menos presentes na vida dos filhos, aponta pesquisa

Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Nexus revelou que metade da população brasileira considera que os pais de hoje são menos presentes no dia a dia dos filhos do que os das gerações passadas. Apesar dessa percepção de afastamento, o levantamento mostra que oito em cada dez pessoas ainda classificam como alta ou muito alta a importância da figura paterna no desenvolvimento das crianças. O estudo ouviu 2.013 entrevistados em diversas regiões do país e evidenciou visões bastante distintas entre homens e mulheres sobre a atuação paterna.

As divergências de opinião ficam claras ao comparar as respostas por gênero. Entre o público feminino, 56% das entrevistadas acreditam que a participação dos pais diminuiu com o tempo, enquanto apenas 31% enxergam um aumento nessa presença. Já os homens dividem-se de maneira equivalente: 44% afirmam que os pais estão mais participativos e outros 44% avaliam que o envolvimento caiu. Em relação à importância da paternidade, os homens mostram-se mais convictos, com 81% valorizando o papel do pai, frente a 73% das mulheres. A faixa etária também influenciou os resultados, revelando que os jovens de 16 a 24 anos são os que mais reconhecem a relevância paterna, atingindo 82%, contra 62% entre idosos com 60 anos ou mais.

Ao definir o que caracteriza um “bom pai”, a grande maioria dos entrevistados colocou a convivência diária no topo das prioridades. A presença constante no cotidiano foi apontada por 49% da população como a principal qualidade paterna, superando fatores como educar com limites, demonstrar afeto, dar bons exemplos e garantir a segurança financeira da família, citada por apenas 3% dos ouvidos. A exigência por presença diária é ainda mais forte entre as mulheres e nas faixas etárias mais jovens, enquanto as gerações mais velhas priorizam a imposição de limites e a orientação educacional.

Para especialistas do Instituto Nexus, os dados indicam uma transformação cultural na forma como a sociedade enxerga a família. O conceito de pai ideal evoluiu da figura tradicional do provedor financeiro para a de um parceiro ativo na rotina dos filhos, mas a avaliação de que a presença real diminuiu indica que a mudança de comportamento diário dentro dos lares ainda caminha em ritmo mais lento do que as expectativas da sociedade.

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