

Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, realizada nesta quarta-feira (29), o advogado-geral da União e indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, relembrou com pesar os ataques às sedes dos Três Poderes ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Ao responder aos senadores, ele descreveu o episódio como um dos momentos mais tristes que já presenciou, relatando que soube da invasão por meio de sua filha, que o alertou enquanto ele estava em casa com a família. Segundo Messias, a frase da criança, dizendo que estavam “quebrando o seu trabalho”, o marcou profundamente.

O indicado destacou que a violência jamais deve ser considerada uma alternativa dentro de um regime democrático. Ele explicou aos parlamentares que, diante do cenário de destruição, sua primeira reação foi reunir a equipe de advogados da União para buscar formas legais de proteger o patrimônio público e garantir a responsabilização dos envolvidos. Messias esclareceu que, na ocasião, solicitou a prisão em flagrante dos invasores, ressaltando que essa era a medida jurídica cabível para a Advocacia-Geral da União, já que o órgão não possui competência direta sobre questões de direito penal.
A declaração foi feita em um momento estratégico, enquanto os senadores avaliam sua postura diante de temas sensíveis à democracia e às instituições. Jorge Messias reforçou seu compromisso com a ordem constitucional e o respeito às leis, apresentando-se como um defensor da estabilidade institucional. A votação de seu nome deve ocorrer ainda hoje, passando primeiro pelo colegiado da CCJ e seguindo imediatamente para o Plenário do Senado, onde será decidido se ele ocupará a cadeira definitiva na mais alta corte do país.







