


O mercado imobiliário residencial de São José do Rio Preto e região apresentou desempenhos opostos no mês de julho de 2026. Segundo levantamento divulgado pelo CRECISP, as vendas de imóveis usados registraram uma retração de 7,85% em comparação com o mês anterior, interrompendo um período de relativa estabilidade. Por outro lado, o setor de locação mostrou reação e avançou 4,88% no mesmo período. A pesquisa refletiu a realidade de 15 municípios da região — incluindo cidades como Fernandópolis, Catanduva, Votuporanga e Barretos —, confirmando Rio Preto como o principal polo do setor na região noroeste.

Entre os tipos de imóveis negociados, as casas mantiveram a preferência do público, representando 65% das vendas e 74% dos novos contratos de aluguel. Os imóveis de dois e três dormitórios lideraram a procura em ambos os segmentos, com destaque para a busca por espaços funcionais e que ofereçam uma boa relação entre metragem e preço. No segmento de vendas, a faixa de preço mais procurada ficou entre R$ 201 mil e R$ 300 mil, sendo a Caixa Econômica Federal a responsável por quase metade de todos os financiamentos concedidos na região.
Já no mercado de locação, os contratos se concentraram majoritariamente nos valores entre R$ 1.001 e R$ 1.500. A grande novidade do mês ficou por conta das garantias exigidas: o seguro-fiança assumiu a liderança absoluta e passou a figurar em mais de 58% dos novos acordos, superando a tradicional caução e a figura do fiador. O levantamento também revelou que os proprietários conseguiram manter os valores dos aluguéis sem grandes concessões, já que mais de 80% dos imóveis foram locados exatamente pelo preço anunciado originalmente, sinalizando a forte demanda pelo setor de locação no interior paulista.









