

O mercado imobiliário de São José do Rio Preto e cidades vizinhas apresentou movimentos distintos no fechamento de 2025, de acordo com o levantamento mais recente divulgado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP). O estudo, que comparou o desempenho de novembro com o mês de outubro, consultou 69 imobiliárias em municípios como Fernandópolis, Mirassol, Barretos e Olímpia, revelando que, embora as vendas tenham recuado, a procura por aluguel ganhou força no período.

No setor de vendas, houve uma redução de 53,57% em relação ao mês anterior. No entanto, o CRECISP destaca que esse recuo é visto como uma acomodação natural após períodos de alta variação durante o ano. Na prática, o mercado regional segue sólido, acumulando um crescimento expressivo de 82,35% ao longo de 2025. O perfil das propriedades mais comercializadas envolve casas e apartamentos com preços entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, localizados principalmente em bairros periféricos. O financiamento bancário, especialmente através da Caixa Econômica Federal, continua sendo o principal motor dessas negociações, sendo responsável por metade das vendas realizadas.
Já o segmento de locação vive um momento de alta, com um aumento de 16% no número de novos contratos assinados. A demanda maior foi por casas de dois ou três dormitórios e apartamentos menores, com aluguéis variando entre R$ 1.000 e R$ 1.500 mensais. Um dado interessante apontado pela pesquisa é que a maioria das pessoas que encerrou contratos antigos buscou novos imóveis com valores de aluguel mais baratos, sinalizando uma preocupação dos moradores em ajustar o orçamento familiar. Para garantir os novos contratos, o seguro-fiança se consolidou como a modalidade preferida de garantia.
A pesquisa detalha ainda que a preferência do consumidor regional está concentrada em casas, que representam 69% das vendas e 75% das locações. Quanto à localização, os bairros afastados do centro atraem quase metade dos novos moradores e compradores, seguidos pelas áreas centrais e, por último, pelas regiões consideradas nobres. Esse cenário reforça que, apesar das oscilações mensais nas vendas, o setor imobiliário da região de Rio Preto mantém bases firmes e continua se adaptando à realidade financeira da população.









