quarta, 14 de outubro de 2026

Mendonça determina afastamento do diretor-geral e do chefe de inteligência da Polícia Federal

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento temporário do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A decisão atende a um pedido apresentado pelo partido Novo e foi motivada pela apuração de um suposto monitoramento ilícito realizado pela Polícia Federal contra o próprio magistrado.

Na avaliação do relator do caso do Banco Master, a medida liminar é necessária diante da gravidade e da ilegalidade da produção de relatórios apócrifos de inteligência. Mendonça apontou que ao menos seis documentos sem assinatura oficial ou identificação institucional foram elaborados tendo seu nome como alvo entre o início e o fim de agosto. Segundo o ministro, a prática configura vigilância indevida sobre um integrante da Suprema Corte, exigindo providências imediatas para assegurar o cumprimento das prerrogativas da magistratura.

A determinação ocorre em meio à escalada da crise institucional no tribunal, após o ministro Alexandre de Moraes ter tornado público um desses relatórios para acusar Mendonça de direcionar apurações contra adversários políticos. Em contrapartida, Mendonça havia liberado anteriormente dados da Operação Compliance Zero que contêm mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro sugerindo proximidade com Moraes. O caso segue sob análise do presidente do STF, ministro Edson Fachin, enquanto a Polícia Federal ainda não se manifestou publicamente sobre os afastamentos.

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