quinta, 12 de março de 2026

Médico de Rio Preto perde R$ 113 mil em golpe de aplicativo de mensagens

Um médico de 75 anos, morador de São José do Rio Preto, foi vítima de um golpe financeiro que resultou em um prejuízo de mais de R$ 113 mil na última sexta-feira (6). O crime, registrado oficialmente na Central de Flagrantes no domingo (8), ocorreu após o idoso acreditar que estava auxiliando a própria filha em uma transação bancária urgente. A tática utilizada pelos criminosos é uma das mais comuns no ambiente digital, envolvendo a criação de perfis falsos com fotos de familiares para ganhar a confiança das vítimas e solicitar transferências de dinheiro.

De acordo com o relato feito à polícia, o médico recebeu mensagens por uma rede social de um número desconhecido que utilizava a fotografia da filha. No diálogo, o golpista alegava estar com problemas técnicos para acessar o aplicativo do banco e dizia ter boletos pendentes que precisavam ser quitados imediatamente. Convencido pela imagem do perfil e pelo tom de urgência das mensagens, o pai decidiu ajudar, realizando o pagamento dos boletos e diversas transferências bancárias que, somadas, alcançaram o valor exato de R$ 113.065,00.

Somente após concluir as transações é que a vítima percebeu que havia sido enganada. Ao entrar em contato direto com a filha por outros meios, ele descobriu que ela não havia trocado de número de telefone nem solicitado qualquer ajuda financeira. Diante da situação, o médico procurou a delegacia para formalizar a queixa de estelionato. A Polícia Civil agora investiga o caso, buscando identificar o destino do dinheiro e os responsáveis pelas contas bancárias que receberam os valores vultosos.

O episódio serve como um alerta para a população sobre a importância de confirmar a identidade de familiares antes de realizar qualquer movimentação financeira solicitada por aplicativos de mensagens. Especialistas em segurança digital recomendam que, em casos de pedidos de dinheiro ou pagamentos de contas, a pessoa deve sempre fazer uma ligação comum ou uma chamada de vídeo para o contato original do parente, evitando transferências imediatas para números novos ou contas de terceiros. A ocorrência segue sob investigação pela Polícia Civil de Rio Preto, que tenta rastrear a origem do ataque cibernético.

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