


Parecia ser um pesadelo, mas, na verdade, era algo bem mais assustador.Krista Edelman estava tendo um sonho estranho sobre um pequeno camundongo tentando entrar na sua boca.
Ao acordar, deparou-se com a constatação aterrorizante de que havia, de fato, um animal peludo tentando se enfiar entre seus lábios. Mas não era um roedor.
“Levei a mão à boca e toquei em algo meio viscoso, levemente peludo e frio”, disse a médica de Richmond (Virgínia, EUA) em publicação viral no Instagram, descrevendo o estado de semiconsciência em que ainda achava que estava sonhando.


Ela percebeu “imediatamente” que se tratava de um morcego.
“Aquele morcego estava realmente tentando se enfiar entre meus lábios e entrar na minha boca, tentando passar pelos meus dentes”, contou a gastroenterologista. “Agarrei o morcego, joguei-o para o outro lado do quarto e gritei”, acrescentou ela.
O marido de Krista pegou um taco de beisebol infantil para lidar com a situação, mas, devido à sua formação profissional, ela sabia que aquela não era a atitude correta.
“Eu sabia que deveríamos tentar capturar o morcego para que ele pudesse ser testado e verificássemos se havia raiva no seu cérebro”, relatou ela.
Existem mais de 40 espécies de morcegos nos EUA, e morcegos saudáveis evitam humanos sempre que possível.
No entanto, é no verão que os proprietários de imóveis frequentemente encontram morcegos em suas casas. Esses mamíferos costumam se alojar em sótãos e, se o calor ficar excessivo, saem em busca de um local mais fresco.
Morcegos podem transmitir várias doenças perigosas aos humanos — porém, ao contrário da crença popular, morcegos não transmitem Covid-19 para humanos; ela é transmitida de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias e aerossóis. A raiva é uma das principais doenças que podem ser transmitidas de morcegos para humanos. A grande maioria (97%) dos morcegos é saudável e benéfica para o meio ambiente, mas morcegos infectados são responsáveis por 7 em cada 10 mortes por raiva nos EUA. Se não tratada, a raiva progride lentamente pelo corpo ao longo de meses, sem apresentar sintomas, e depois causa danos graves ao cérebro e ao sistema nervoso, levando ao coma e à morte. A vacina antirrábica é muito eficaz e pode ser administrada logo após a exposição. Ela ajuda o organismo a eliminar o vírus antes que este chegue ao cérebro.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2026/o/s/E2cABSTLe2gT3OVQNNRg/blog-krista.jpg)
No caso de Krista, o teste do morcego para raiva deu negativo — mas ela ainda assim tomou providências por precaução:
“Como tive contato direto e não havia sido vacinada anteriormente contra a raiva, fui ao pronto-socorro, iniciei o esquema de vacinação antirrábica e recebi imunoglobulina.”
A médica finalizou com um alerta:
“Se você mora em uma casa mais antiga, verifique os sótãos e as chaminés! E, se acordar com um morcego no quarto e não tiver certeza se houve contato com ele, não presuma que está tudo bem. Vale a pena procurar orientação médica imediatamente!”







