


Uma nova resolução da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, emitida em conjunto com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), traz mais segurança jurídica para profissionais da saúde em programas de residência. A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 12 de agosto, autoriza formalmente que esses residentes participem de pós-graduações lato sensu, mestrados, doutorados, projetos de pesquisa e eventos científicos, com entrada em vigor prevista para meados de setembro.

A norma estabelece 13 modalidades de ofertas educacionais liberadas, abrangendo desde cursos de curta duração até vivências práticas e atuação em instâncias de controle social do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo central da mudança é incentivar o desenvolvimento contínuo dos profissionais, fortalecendo a integração entre ensino e assistência técnica e elevando a qualidade do atendimento prestado na rede pública de saúde.
Com a nova regulamentação, os participantes também ganham autorização para acumular bolsas de ensino, pesquisa e extensão, além de auxílios financeiros adicionais. Para ter validade, a Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu) de cada instituição precisa aprovar previamente a compatibilidade das atividades externas com a rotina do programa. Os estudantes poderão ainda aproveitar até 240 horas anuais dessas formações complementares para abater na carga horária da própria residência.


Apesar da flexibilização, as regras mantêm vedações rígidas para assegurar o cumprimento da rotina pedagógica e assistencial. Permanece proibido o acúmulo de vínculos empregatícios ou de tarefas profissionais que gerem conflito de horários com as obrigações da residência. Os profissionais que descumprirem as exigências estarão sujeitos a penalidades administrativas e à perda dos incentivos financeiros.







