


O diretório paulista do Partido Liberal (PL) anunciou oficialmente, nesta terça-feira, que o atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, será o candidato da legenda ao Senado nas eleições de 2026. A decisão surpreendeu os bastidores políticos ao deixar de fora nomes que eram considerados fortes na disputa, como o deputado federal Mario Frias e o atual vice-prefeito da capital, coronel Mello Araújo. De acordo com o partido, a escolha foi articulada pelo deputado Eduardo Bolsonaro e faz parte de um acordo interno para fortalecer a unidade da direita no estado.

Logo após o anúncio, os nomes que ficaram de fora se manifestaram sobre a nova diretriz da sigla. Mario Frias utilizou suas redes sociais para negar qualquer frustração, afirmando que nunca teve a ambição pessoal de ser senador e que sua atuação política é guiada por uma missão confiada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar reforçou sua lealdade ao grupo e destacou que o projeto coletivo do partido está acima de qualquer desejo individual, sinalizando que continuará trabalhando em sintonia com Eduardo Bolsonaro.
Já o vice-prefeito Mello Araújo adotou um tom mais crítico ao comentar o fato de ter sido preterido. Ele afirmou que seu perfil de “político honesto que conversa com o povo” muitas vezes não agrada aos sistemas tradicionais, que costumam cobrar um “traquejo político” com o qual ele não se identifica. Apesar das alfinetadas, o coronel garantiu que seguirá focado em suas funções na Vice-Prefeitura de São Paulo, agradecendo aos apoiadores e reforçando seu compromisso com a gestão da capital.










Em nota, o PL paulista justificou que a escolha de André do Prado consolida o deputado estadual como uma das principais lideranças direitistas para o próximo pleito. O partido acredita que a candidatura própria ao Senado, definida após uma série de reuniões estratégicas, ajuda a organizar a base aliada e prepara o terreno para um embate competitivo nas urnas. Com a definição do nome oficial, a legenda agora busca pacificar as alas internas para garantir que todos os parlamentares e lideranças caminhem juntos na campanha que se aproxima.
























