

O técnico Marcus Viola não escondeu a tristeza após o empate sem gols contra o Juventus, resultado que encerrou a trajetória do Votuporanguense na Série A2 e adiou o sonho de chegar à elite do futebol paulista. Em entrevista coletiva logo após o apito final, o treinador comentou o sentimento de frustração por ter ficado tão próximo da vaga, mas fez questão de destacar o orgulho que sente de seus jogadores. Para Viola, o time entrou na competição sendo visto por muitos como o “patinho feio”, mas provou seu valor ao chegar à semifinal com uma campanha competitiva e histórica para o clube.

Ao analisar os dois confrontos decisivos, o comandante ressaltou que o acesso foi definido nos detalhes. Ele lembrou que a derrota por 2 a 1 no primeiro jogo, na capital, acabou tirando a vantagem que o Votuporanguense tinha de subir com dois empates. Segundo o técnico, se uma bola tivesse entrado no último lance da partida de ida, o cenário no jogo de volta seria completamente diferente. Apesar da dor da eliminação, Viola pediu que os atletas e a torcida, após o período de luto pela derrota, reconheçam o mérito de levar uma equipe desacreditada a lutar de igual para igual com os principais times do estado.
Com o fim da participação no campeonato, o treinador encerra este ciclo com um desempenho sólido de oito vitórias em 14 partidas. No entanto, o futuro do técnico no comando do CAV ainda é uma incógnita. Questionado sobre sua renovação ou permanência para os próximos desafios, Marcus Viola preferiu não dar garantias. Ele afirmou que o momento agora é de processar a perda, descansar e dar atenção à família após meses de trabalho intenso, deixando para discutir os próximos passos com a diretoria do clube somente após esse período de reflexão.



















