segunda, 3 de agosto de 2026

Marchas pelo Brasil encerram Julho das Pretas com foco na reparação e representatividade

Manifestações realizadas em diversas capitais brasileiras no último fim de semana marcaram o encerramento do Julho das Pretas, mobilização nacional voltada ao combate ao racismo e à garantia dos direitos das mulheres negras. A agenda de lutas culminou nas celebrações do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana, trazendo ao centro do debate a reparação histórica do Estado e a defesa do “Bem Viver”, conceito que prioriza a coletividade, o cuidado e a justiça social.

A programação das marchas teve início na sexta-feira (24) em Recife (PE), onde as participantes caminharam do Parque Treze de Maio ao Pátio do Carmo para denunciar a baixa representatividade das mulheres negras em cargos de decisão. No sábado (25), o movimento seguiu forte em cidades como Belo Horizonte (MG), com homenagens aos 12 anos da Associação de Trabalhadoras Domésticas Tereza de Benguela, e em Belém (PA), onde a 11ª edição da marcha ocupou o entorno da Praça da República — local historicamente construído sobre um antigo cemitério de pessoas escravizadas.

Em Salvador (BA), a caminhada organizada pelo Instituto Odara reuniu centenas de manifestantes em um ato marcado por mensagens de esperança, igualdade e valorização da ancestralidade. A mobilização na capital baiana refletiu o alcance do movimento ao longo do mês, que somou quase 700 atividades articuladas por mais de 290 coletivos em 23 estados e no Distrito Federal.

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