

Durante um culto realizado na manhã deste domingo (4), na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), o pastor Silas Malafaia declarou que não nutre sentimentos de ódio contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O líder religioso explicou aos fiéis que suas críticas públicas, feitas ao longo dos últimos cinco anos em dezenas de vídeos e manifestações, são denúncias contra o que ele considera crimes e absurdos cometidos pelo magistrado no exercício de sua função. Malafaia afirmou que as medidas tomadas contra ele, como a apreensão de seu telefone e de seu passaporte ao retornar de uma viagem a Portugal, seriam tentativas de intimidação e silenciamento.

O pastor ressaltou que guardar ódio por qualquer pessoa feriria seus princípios cristãos e que, embora seja veemente em suas defesas e críticas, o sentimento de ódio seria incompatível com a compreensão do evangelho. A celebração contou com a presença de figuras conhecidas da política, como o senador Flávio Bolsonaro, o ex-governador Cláudio Castro e o deputado federal Marcelo Crivella. O posicionamento de Malafaia ocorre em um momento de tensão jurídica, logo após ele ter se tornado réu na Primeira Turma do STF.
No final de abril, os ministros do Supremo decidiram, por unanimidade, aceitar a denúncia contra o pastor pelo crime de injúria contra generais do Exército. A acusação surgiu após Malafaia chamar oficiais de “frouxos” e “covardes” durante um ato na Avenida Paulista em 2025. Embora tenha virado réu por injúria, a acusação de calúnia foi descartada pela maioria dos ministros, que entenderam que as ofensas foram feitas de maneira genérica ao Alto Comando do Exército, sem direcionamento específico a uma pessoa determinada. Como houve empate na votação sobre o crime de calúnia, prevaleceu a decisão mais favorável ao pastor.







