

O balanço da saída temporária de Páscoa no interior de São Paulo revela que uma parcela dos beneficiados não cumpriu o prazo de retorno às unidades prisionais. De acordo com dados atualizados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), dos 8,8 mil presos do regime semiaberto que deixaram os presídios entre os dias 17 e 23 de março, mais de 200 são agora considerados foragidos. O número total de beneficiados foi ajustado pelo governo para incluir unidades do oeste paulista que não constavam no levantamento inicial, além de considerar decisões judiciais de última hora.

As regiões de Bauru, São José do Rio Preto e Presidente Prudente registraram os maiores volumes de movimentação. Na região de Bauru, por exemplo, mais de 4 mil detentos saíram temporariamente, sendo que 85 deles não voltaram. No noroeste do estado, na área de Rio Preto, 47 dos 1.556 beneficiados não se reapresentaram. Já no oeste paulista, o total de faltas chegou a 43. Cidades como Sorocaba, Itapetininga e Capela do Alto também registraram evasões, somando 34 detentos que não retornaram às suas respectivas unidades.
A SAP esclarece que a concessão desse benefício é uma decisão exclusiva do Poder Judiciário, baseada na Lei de Execução Penal. A saída temporária é um direito previsto para presos que apresentam bom comportamento e já cumpriram parte da pena no regime semiaberto, visando a ressocialização gradativa. No entanto, as regras são rigorosas quanto ao cumprimento dos prazos: quem não se apresenta no dia e horário determinados perde automaticamente o direito ao regime semiaberto.
As autoridades policiais agora trabalham na busca por esses indivíduos. Uma vez recapturados, esses detentos perdem os benefícios anteriores e regridem para o regime fechado, onde a disciplina é mais severa e não há permissão para saídas em datas comemorativas. O monitoramento dessas evasões é enviado periodicamente aos órgãos de Justiça para análise da efetividade do benefício e possíveis ajustes nas futuras concessões de liberdade temporária.









