segunda, 3 de agosto de 2026

Maioria dos partidos ainda não respondeu ao STF sobre interferência em emendas parlamentares

Apenas sete dos 21 partidos políticos com cadeira no Congresso Nacional enviaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) esclarecimentos sobre a suposta interferência de dirigentes partidários na indicação de emendas parlamentares. A cobrança foi feita pelo ministro Flávio Dino no dia 15 de julho, motivada por declarações públicas do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, que admitiu a influência de lideranças partidárias no direcionamento desses recursos — uma prerrogativa que cabe constitucionalmente aos parlamentares em exercício.

A determinação ocorre no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, sob relatoria do próprio ministro, que investiga a suspeita de direcionamento irregular em pelo menos 21 emendas da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. Embora poucas legendas tenham se manifestado até o momento, o prazo limite de dez dias úteis expira em 14 de agosto, já que a contagem oficial só começa em 3 de agosto devido ao recesso do judiciário em julho.

O dirigente do PL esteve entre os primeiros a encaminhar sua justificativa ao tribunal. As respostas e explicações apresentadas pelas legendas serão repassadas à Polícia Federal para integrar os inquéritos da Operação Transparência, que apura eventuais desvios de verbas públicas no orçamento federal.

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