terça, 12 de maio de 2026

Maioria dos brasileiros desaprova gestão de Lula e vê piora na economia, aponta pesquisa

A desaprovação ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 52%, superando a marca dos que aprovam o governo, que hoje somam 42%. Os dados fazem parte de um novo levantamento da Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira, que revela um cenário desafiador para o Palácio do Planalto. Quando questionados sobre a qualidade da gestão, os eleitores se mostram divididos, mas com uma inclinação negativa: 48% classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto apenas 27% o consideram ótimo ou bom. Outros 23% veem a administração como regular.

A percepção sobre a economia também pesa contra a atual gestão. De acordo com o estudo, 40% dos entrevistados acreditam que a situação econômica do Brasil piorou em comparação ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em contrapartida, 31% enxergam uma melhora e 25% avaliam que nada mudou. Esse sentimento de estagnação ou retrocesso econômico ocorre mesmo após um período de fôlego na popularidade de Lula em 2025, quando o presidente usou o embate comercial contra tarifas impostas pelos Estados Unidos para reforçar um discurso de defesa nacional.

O cenário internacional, inclusive, continua pautando as opiniões dos brasileiros. A pesquisa consultou os eleitores sobre o impacto de um eventual apoio de Donald Trump a um candidato à presidência do Brasil. Para a maior parte dos ouvidos, 35%, esse endosso seria prejudicial à campanha do escolhido, enquanto 26% veriam o apoio como algo positivo. Para uma parcela de 32%, a influência do líder americano seria indiferente na hora de decidir o voto.

O levantamento da Real Time Big Data foi realizado entre os dias 2 e 4 de maio de 2026, ouvindo 2 mil pessoas em todo o país. A pesquisa, que está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral, possui uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Os resultados refletem o termômetro político do país no início deste mês, evidenciando que a economia e as alianças externas seguem no centro das atenções do eleitorado.

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