domingo, 26 de abril de 2026

Mães protestam em Valentim Gentil após bebê sofrer fratura em creche municipal

Foto: Reprodução / TV TEM

Um grupo de mães realizou um protesto em frente à Prefeitura de Valentim Gentil, no interior de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (13). A manifestação foi motivada por um caso ocorrido na última semana, quando uma bebê de apenas um ano retornou da creche com hematomas pelo corpo e o nariz fraturado. As famílias cobram respostas imediatas do poder público e afirmam que episódios de ferimentos sem explicação clara não são casos isolados nas instituições de ensino do município.

O incidente com a bebê aconteceu na tarde de quinta-feira (9). Segundo a família, a creche informou por telefone que a menina havia caído e machucado o nariz. No entanto, ao buscarem a criança, os pais notaram um inchaço acentuado e marcas pelo corpo. Um exame de raio-X realizado em uma unidade de saúde de Votuporanga confirmou que o nariz da criança estava trincado. A cuidadora responsável relatou que a menina teria tropeçado em um tatame e batido o rosto na parede, versão que é contestada pelos pais. A ausência de câmeras de monitoramento na unidade aumentou a insegurança e a indignação dos familiares, que registraram um boletim de ocorrência.

Durante o protesto, outros relatos de supostas irregularidades vieram à tona. A dona de casa Cássia Diogo Martins relembrou o caso de seu filho, Murilo, de 33 anos, que possui paralisia cerebral e estuda em um centro educativo local. Segundo ela, em 2025, o filho retornou da escola com uma lesão grave no olho e, apesar de ter feito exames no Instituto Médico Legal e registrado queixa, a investigação foi arquivada por falta de provas, justamente pela inexistência de imagens de segurança na época. Cássia afirma que, até hoje, a família não recebeu uma explicação satisfatória sobre o que aconteceu com o rapaz.

Em resposta às manifestações, a Prefeitura de Valentim Gentil emitiu uma nota de solidariedade à família da bebê e garantiu que o caso está sendo rigorosamente apurado para que as medidas cabíveis sejam tomadas. Sobre o episódio anterior envolvendo o aluno Murilo, a administração municipal informou que um processo administrativo foi conduzido na ocasião, mas acabou encerrado sem punições devido à insuficiência de evidências. Para tentar evitar novos problemas e aumentar a transparência, a prefeitura anunciou que já deu início à instalação de câmeras de segurança em todas as salas da unidade de ensino onde a bebê se feriu.

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