


Após a recente rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já prepara os próximos passos para preencher a vaga na Corte. O petista sinalizou a interlocutores que pretende se encontrar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, assim que retornar de sua viagem oficial aos Estados Unidos. O objetivo é ajustar a articulação política e evitar um novo desgaste no Legislativo, já que a leitura interna do governo é de que faltou diálogo prévio com as lideranças do Senado na tentativa anterior.

A agenda internacional do presidente começa na noite desta quarta-feira, com um encontro estratégico marcado para quinta-feira com o presidente americano Donald Trump. Com o retorno previsto para o fim de semana, Lula deve mergulhar na crise da sucessão do STF logo no início da próxima semana. Antes de bater o martelo sobre um novo indicado, o presidente terá uma conversa reservada com Jorge Messias para definir o futuro do aliado no governo. Uma das possibilidades em estudo é que Messias assuma o Ministério da Justiça, mantendo seu prestígio político para futuras oportunidades.
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o apoio de Alcolumbre é fundamental, já que ele detém grande influência sobre a maioria dos votos dos senadores. A derrota de Messias, que recebeu 42 votos contrários, serviu como um alerta sobre a necessidade de um nome que tenha menor resistência técnica e política. Por isso, a nova estratégia do governo deve envolver uma consulta mais próxima ao comando do Senado antes do anúncio oficial.







No momento, três nomes femininos ganham força nos bastidores para ocupar a cadeira no Supremo: a ministra Simone Tebet, a advogada Carol Proner e a procuradora federal Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha. A escolha de uma mulher é vista por parte da base governista como uma forma de atender a pressões sociais e políticas por maior representatividade na Corte. Somente após alinhar o destino de Messias e consultar as lideranças aliadas é que o presidente deve oficializar a nova indicação.























