


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (10), da inauguração de um novo campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em Sorocaba. Durante o evento, realizado em uma unidade construída com recursos do Novo PAC, o chefe do Executivo aproveitou o discurso para analisar o atual panorama geopolítico mundial. Lula classificou o momento internacional como desafiador e mencionou a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o líder americano tem adotado uma linha de pressão contra diversas nações.
Em um momento de descontração, o presidente brasileiro brincou sobre possíveis ameaças externas ao país. Ele afirmou que o Brasil tem uma força própria e, utilizando o humor, declarou que sua origem pernambucana e sua “descendência” simbólica de Lampião seriam motivos para qualquer líder estrangeiro ter cautela ao confrontar o país. Segundo o presidente, o desconhecimento sobre a resiliência e a personalidade do povo nordestino é o que poderia levar outros governantes a subestimarem a capacidade de defesa e o brio nacional.
Apesar do tom descontraído, Lula tratou com seriedade os impactos das recentes crises internacionais no Brasil, especialmente no que diz respeito ao setor de combustíveis. Ele se referiu indiretamente aos conflitos no Oriente Médio, acirrados após operações militares que envolveram Estados Unidos e Israel. O presidente reforçou que o Brasil não tem interesse em participar de disputas armadas e sugeriu que aqueles que desejam a guerra deveriam buscar outros locais, pois o território brasileiro deve ser mantido como um espaço de paz, cultura e desenvolvimento social.
Ao lado do ministro da Educação, Leonardo Barchini, o presidente encerrou sua fala reforçando o desejo de que a população tenha acesso a direitos fundamentais, como educação e lazer, sem o temor de instabilidades externas. A inauguração do campus em Sorocaba foi apresentada como parte de um esforço contínuo para expandir o ensino técnico no país, consolidando a ideia de que o investimento interno e a diplomacia pacífica são as prioridades de sua atual gestão frente aos desafios do século XXI.








