

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizaram rápidos momentos de interação nesta terça-feira (16), durante a Cúpula do G7, realizada na França. De acordo com interlocutores que acompanham o evento, os dois chefes de Estado conversaram brevemente por cerca de dois minutos durante um momento social, logo após assistirem a uma apresentação musical oferecida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, aos líderes mundiais.

Antes desse diálogo mais reservado, Lula e Trump já haviam trocado cumprimentos cordiais na abertura da reunião ampliada do bloco. Naquela ocasião, o líder norte-americano tomou a iniciativa de perguntar como o petista estava e desejou-lhe um bom dia de trabalho. Sem o suporte imediato de seu intérprete naquele instante, o presidente brasileiro respondeu ao cumprimento apenas acenando com a cabeça.
A assessoria do Palácio do Planalto informou que as rápidas interações foram apenas de cortesia e que os presidentes não trataram de temas complexos da agenda internacional, como a recente polêmica sobre taxas alfandegárias. A equipe brasileira também confirmou que não existe nenhuma reunião bilateral oficial agendada entre os dois governantes para os próximos dias.


A falta de discussões profundas chama a atenção devido ao atual cenário de tensão comercial criado pelo governo dos Estados Unidos, que anunciou uma nova rodada de sanções e barreiras econômicas contra dezenas de países, incluindo o Brasil. A medida, coordenada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, foi motivada por um relatório sobre a importação de itens produzidos com trabalho forçado e prevê a cobrança de tarifas extras de até 12,5% sobre os produtos dessas nações.
A Cúpula do G7 congrega as sete maiores economias do planeta — formadas por Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão —, além de contar com a representação política da União Europeia. Embora o Brasil não integre o seleto grupo de nações parceiras fixas, o presidente Lula viajou ao continente europeu para participar dos debates na condição de chefe de Estado convidado.







