

A disputa pela Presidência da República mostra um cenário de equilíbrio extremo entre os dois principais campos políticos do país. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro estão em empate técnico em uma eventual disputa de segundo turno. No levantamento atual, Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 41%. O resultado aponta uma leve recuperação numérica do atual presidente em relação a abril, quando o senador estava ligeiramente à frente, embora também dentro da margem de erro.

O levantamento testou outros nomes da oposição em simulações de segundo turno contra o petista. Lula mantém uma vantagem mais folgada quando enfrenta o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, vencendo por 44% a 37%. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o placar é de 44% a 35%. Já em um embate com Renan Santos, a distância aumenta, com o atual presidente chegando a 45% contra 28% do adversário. Brancos, nulos e eleitores indecisos somam fatias consideráveis em todos os cenários, variando entre 17% e 27%.
No cenário de primeiro turno, a polarização entre PT e PL segue dominando o quadro eleitoral. Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, que tem 33%. Outros pré-candidatos, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, aparecem com 4% cada, evidenciando a dificuldade de nomes alternativos ganharem tração diante do duelo entre os dois líderes. Candidatos como Renan Santos, Augusto Cury e Cabo Daciolo pontuam entre 1% e 2%, enquanto outros nomes da lista não chegaram a somar 1% das intenções de voto.
A pesquisa detalha ainda como o eleitorado está dividido por regiões e perfis. Lula mantém sua maior força no Nordeste, onde concentra 58% da preferência, e possui melhor desempenho entre as mulheres. Já Flávio Bolsonaro lidera nas regiões Sul e Centro-Oeste/Norte. No Sudeste, o maior colégio eleitoral do país, os dois aparecem em situação de empate técnico. O levantamento da Quaest ouviu pouco mais de duas mil pessoas de forma presencial e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral, refletindo a fotografia de um Brasil ainda profundamente dividido entre dois projetos políticos.







