segunda, 8 de junho de 2026

Lula diz que Trump não pensa em invadir Cuba

Após uma reunião de quase três horas na Casa Branca nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe detalhes sobre a visão de Donald Trump a respeito de temas sensíveis da política externa. O ponto de maior destaque foi a situação de Cuba: segundo Lula, o líder norte-americano indicou que não tem planos de invadir a ilha caribenha. A fala chama atenção por contrastar com ameaças recentes de Trump sobre assumir o controle do país vizinho, mas o brasileiro ressaltou que a disposição cubana para o diálogo é um sinal positivo que precisa ser aproveitado.

Apesar de se oferecer como mediador para crises envolvendo países como Cuba, Irã e Venezuela, Lula enfatizou que o foco principal da visita foi a agenda bilateral entre Brasil e Estados Unidos. O petista reconheceu que um encontro curto não mudaria a visão de mundo de Trump, especialmente sobre conflitos internacionais, mas reforçou sua crença no diálogo em vez da guerra. Ele aproveitou a oportunidade para cobrar um olhar mais atento de Washington para a América Latina, argumentando que a região foi negligenciada pelos EUA e pela Europa nos últimos anos.

No campo econômico e estratégico, a reunião foi marcada pelo interesse mútuo em minerais raros. Com o objetivo de reduzir a dependência da China nesse setor, os Estados Unidos demonstraram forte interesse nas reservas brasileiras. Lula deixou claro que o Brasil está aberto a parcerias com quem desejar investir na mineração nacional, desde que respeitadas as regulações do país. Outro tema central foi o combate ao crime organizado, área em que o presidente brasileiro propôs a criação de um grupo de trabalho internacional para compartilhar a experiência da inteligência brasileira com o restante do continente.

O saldo do encontro foi classificado como positivo por ambos os lados. Donald Trump usou suas redes sociais para elogiar Lula, chamando-o de “presidente dinâmico” e confirmando que as discussões sobre comércio e tarifas avançaram bem. Embora a reunião tenha terminado sem a assinatura de acordos formais ou uma coletiva conjunta — um pedido da equipe brasileira para evitar desgastes — ficou acertado que novos encontros entre representantes dos dois países devem ocorrer nos próximos meses para detalhar os pontos discutidos na Casa Branca.

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