quarta, 13 de maio de 2026

Lula deve definir novo nome para o STF após encontro com Trump nos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende acelerar a escolha do próximo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) logo após cumprir sua agenda internacional. Lula embarca nesta quarta-feira para Washington, onde terá uma reunião bilateral com o presidente americano Donald Trump na quinta-feira. De acordo com auxiliares próximos, o martelo sobre a nova indicação para a Corte deve ser batido assim que o petista retornar ao Brasil, com a expectativa, reforçada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, de que o processo seja concluído ainda no mês de maio.

A busca por um novo nome tornou-se urgente após o Senado Federal rejeitar a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União. Antes de anunciar um substituto para a vaga no Supremo, Lula quer definir o destino de Messias dentro do governo. A estratégia de bastidor indica que ele deve deixar a chefia da AGU para assumir o Ministério da Justiça, mantendo-se como uma figura central na gestão. Aliados avaliam que essa movimentação preserva o prestígio de Messias, que poderia ser indicado novamente ao STF em um eventual segundo mandato de Lula.

No momento, três mulheres despontam como as favoritas para ocupar a cadeira vaga na principal Corte do país. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, é um dos nomes mais fortes nas discussões internas, ao lado da advogada Carol Proner e da procuradora federal Manuellita Hermes. A escolha de uma mulher é vista por parte da base governista como um gesto político importante para atender a demandas por maior representatividade no Judiciário.

Independentemente de quem seja a escolhida, o caminho até o Supremo exige o cumprimento de um rito rigoroso no Legislativo. A indicada precisará enfrentar uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, posteriormente, conquistar a aprovação da maioria absoluta dos senadores no plenário. Após a derrota recente com Jorge Messias, o Palácio do Planalto deve intensificar as articulações políticas para garantir que o próximo nome não enfrente a mesma resistência dos parlamentares.

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