

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou oficialmente, nesta terça-feira (31), que manterá o vice-presidente Geraldo Alckmin em sua chapa para a disputa presidencial deste ano. A confirmação ocorreu durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, em um momento de reorganização do primeiro escalão do governo, marcado pela saída de auxiliares que pretendem se candidatar a diferentes cargos nas eleições de outubro.

Como parte dessa movimentação, Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo o presidente, o afastamento da pasta é necessário para que o vice-presidente cumpra as exigências da legislação eleitoral, garantindo sua aptidão para concorrer novamente ao cargo ao lado do petista. Lula reforçou a parceria com o companheiro de chapa, destacando a importância da continuidade do trabalho conjunto iniciado na eleição anterior.
A saída de Alckmin do ministério atende ao prazo de desincompatibilização estabelecido pela Justiça Eleitoral. De acordo com as regras vigentes, ministros de Estado e outros ocupantes de cargos no Poder Executivo que desejam disputar o pleito de 2026 devem renunciar às suas funções até o dia 4 de abril. A legislação abre exceção apenas para os atuais ocupantes da presidência e vice-presidência da República, que podem permanecer em seus postos enquanto buscam a reeleição.
Com a definição da chapa, o governo agora foca na substituição dos ministros que deixam os cargos nesta semana. A decisão de manter Alckmin como vice sinaliza uma estratégia de estabilidade política e a manutenção da frente ampla que venceu as eleições de 2022. O Palácio do Planalto deve anunciar nos próximos dias os nomes que assumirão as pastas vagas, incluindo a sucessão no MDIC, para dar continuidade aos projetos da atual gestão durante o período de campanha.









