


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (14), que solicitou ao atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a divulgação detalhada das origens do escândalo envolvendo o Banco Master. Durante uma entrevista a veículos de comunicação independentes, o mandatário brasileiro destacou a importância de que a sociedade compreenda a fundo o desenrolar do caso e saiba identificar as responsabilidades de cada envolvido. Lula ressaltou que a orientação dada a Galípolo não é para fazer acusações diretas contra seu antecessor, Roberto Campos Neto, mas sim para apresentar os fatos com clareza técnica e transparência.

Para o presidente, o papel do Banco Central neste episódio deve ser o de prestar contas à população, mostrando quem são os protagonistas e os personagens secundários dentro do cenário investigado. Ele defendeu que essa exposição pública é necessária para que o país entenda como o esquema se estruturou, sem que a instituição financeira assuma funções que cabem à polícia ou ao Ministério Público. Lula utilizou uma metáfora cinematográfica para explicar que o foco deve ser “mostrar quem é quem no cinema”, permitindo que a opinião pública tenha acesso à verdade sobre o funcionamento da instituição financeira citada nas investigações.
Além de cobrar explicações sobre o sistema bancário, Lula aproveitou a ocasião para enfatizar a atuação da Polícia Federal em seu governo. Ele lembrou que diversas investigações de grande impacto, iniciadas a partir de 2023, são fruto de uma diretriz de combate à impunidade. Na visão do presidente, a percepção de que há mais corrupção em determinado governo muitas vezes ocorre justamente porque essa gestão escolhe investigar e punir, enquanto em administrações que não apuram denúncias, as irregularidades permanecem escondidas.
Ao encerrar suas declarações sobre o tema, o chefe do Executivo reiterou que a transparência é a principal ferramenta contra desvios de conduta. Ele defendeu que o combate à corrupção deve ser um esforço contínuo e que a punição de responsáveis, quando devidamente comprovada, é o que faz com que os crimes apareçam e deixem de ser ocultados por falta de fiscalização. Com essa postura, o governo busca reforçar a imagem de uma gestão que não interfere nos órgãos de controle e que incentiva a elucidação de casos sensíveis à economia nacional.









