

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou entusiasmo nesta quinta-feira ao comentar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de vetar o uso de inteligência artificial (IA) contra candidatos nos dias que antecedem e sucedem a votação de outubro. Durante um evento de entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida na cidade de Camaçari, na Bahia, o petista classificou como “maravilhosa” a medida que proíbe o uso da tecnologia 72 horas antes e 24 horas depois do pleito, conforme aprovado pela Corte eleitoral em março.

Lula relatou que ouviu a proposta diretamente do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, e reforçou que o Congresso Nacional também deve trabalhar para criar regras claras sobre o uso dessas ferramentas tecnológicas. Para o presidente, o avanço da IA representa um desafio ético que exige uma postura rígida por parte de quem disputa cargos públicos. Ele afirmou categoricamente que não utilizará recursos de inteligência artificial em sua própria campanha, defendendo que a tecnologia não pode substituir a presença física e a verdade do candidato.
Ao justificar sua posição, Lula mencionou os ensinamentos de sua mãe, dona Lindu, para ressaltar a importância do caráter e da honestidade no debate eleitoral. Ele ponderou que, embora a tecnologia permitisse criar um “Lula artificial” para realizar comícios simultâneos em todos os estados do país, essa prática feriria a autenticidade da política. Em um tom enfático, o presidente concluiu dizendo que a política deve ser o tempo da verdade e que aqueles que utilizam mentiras para enganar o eleitor deveriam sofrer as consequências de suas falas desonestas.







